Evento gratuito reúne mais de 20 personalidades, feiras e trilhas formativas nos dias 5 e 6 de dezembro.
Publicado em 02/12/2025 às 21:05

Fotos: Divulgação
O Centro Histórico de Salvador volta a ser território de imaginação e debate crítico nos dias 5 e 6 de dezembro, quando acontece a 7ª edição do Festival Afrofuturismo, maior evento de futurismo, inovação e diversidade da América Latina. Com programação gratuita e inscrições pelo Sympla, o festival deste ano se dedica ao tema “Ancestrais do Futuro”, expressão que articula tecnologia, memória e responsabilidade intergeracional como bússolas para pensar novos rumos sociais.
A iniciativa é do Hub de Inovação Vale do Dendê, com patrocínio da Prefeitura de Salvador, dentro das ações do Salvador Capital Afro. A programação se espalha pela Casa Vale do Dendê e pelos largos Tereza Batista, Quincas Berro D’Água e Pedro Arcanjo, em um circuito que entrelaça formação, economia criativa, empreendedorismo e experimentações culturais. Um coquetel de pré-abertura, reservado para convidados, acontece em 4 de dezembro, às 19h, na Casa Encantos, na Ribeira.
A pesquisadora mineira Grazi Mendes, referência internacional em liderança e diversidade e reconhecida pela Most Influential People of African Descent (MIPAD), é a homenageada desta edição. Seu livro, “Ancestrais do Futuro – Qual a Mudança que seu Movimento Alcança?”, inspira o mote do festival e guia o painel principal, que ela conduz no dia 5, às 14h, na Casa Vale do Dendê. O debate destaca a importância das dinâmicas intergeracionais na construção de futuros inclusivos.
Grazi integra um grupo de mais de 24 convidados que inclui nomes como as estilistas Mônica Anjos e Isa Silva, a gestora do SEBRAE Fau Ferreira, as empreendedoras Monique Evelle, Najara Black e Danielle Pires, o viajante recordista Robson de Jesus, o ator Everton Machado e jornalistas como Midiã Noelle, Naiara Oliveira e Meire Oliveira, entre outras presenças confirmadas.
Os dois dias de evento oferecem um circuito que se estende por temas como ancestralidade, tecnologia, sustentabilidade, moda, finanças, arte e mídias. As trilhas organizam painéis, talks e oficinas que apresentam tendências, tensionam narrativas tradicionais e propõem outras maneiras de ocupar e imaginar o mundo.
No dia 5 de dezembro, as atividades começam às 10h30, com a Feira de Empreendedores no Largo Quincas Berro D’Água. Entre os destaques da manhã está o talk do estilista Cleidson Marques, fundador da CMBrand, que aborda a moda afrocentrada do subúrbio soteropolitano e sua projeção internacional após passagem por Paris.
À tarde, temas como futuro negro na economia, moda e empreendedorismo internacional ganham espaço. A mesa “Futuro Negro: Investimento, Tecnologia e Novas Narrativas” reúne Cinara Santos, Nina Silva e Fau Ferreira, enquanto um segundo painel destaca trajetórias da moda afro-brasileira. O dia encerra com reflexões sobre empreendedorismo global, liderado por Robson de Jesus e convidadas.
No sábado, 6, debates sobre descolonização ambiental, inteligência artificial, saúde no trabalho e impacto social das deep techs ocupam a manhã. O painel final, “Panafricanismo, Mídia e Negócios”, reúne o cabo-verdiano Saulo Montrond (TVA) e o empreendedor Marcos Jamir (AfricanDev), discutindo o papel da mídia na articulação econômica contemporânea no continente africano e sua diáspora.
Feiras, startups e economia criativa em movimento
Ao longo dos dois dias, o festival também promove a Feira de Empreendedorismo, instalada na Praça Pedro Arcanjo, com exposição de moda, artesanato, bijuterias e produtos da economia criativa. Oficinas, demonstrações e rodas de conversa fortalecem iniciativas locais e estimulam conexões entre empreendedores.
No Largo Tereza Batista, a Exposição de Startups apresenta soluções tecnológicas ligadas a interpretação em Libras, audiovisual, gestão de recursos hídricos e outros segmentos. Empresas aceleradas pela Vale do Dendê e iniciativas parceiras exibem produtos e serviços para investidores, gestores e pesquisadores, num ambiente dedicado à inovação e impacto social.
Sobre o Festival
Criado em 2017, o Festival Afrofuturismo se tornou um dos principais articuladores de debates sobre tecnologia, estética e pensamento negro no país. A edição de 2024 registrou mais de dez mil participantes e reuniu delegações de sete países. Para o idealizador, Paulo Rogério Nunes, o formato pocket e gratuito deste ano abre caminho para levar o festival a outros territórios da Bahia, do Brasil e, futuramente, do exterior.
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